segunda-feira, 15 de abril de 2013

Poema de Antonio Miranda

   Poema de Antonio Miranda
                       (Salvador, Bahia, julho de 2009,
                        depois de uma visita à Casa de Jorge Amado,
                        a do Pelourinho)

ardências, sótãos poeirentos, soturnos
pruridos noturnos , monturos
pedra sobre pedra, corpo sobre corpo

do verde ao azul
este mar me enceguece
margens corroídas, casarões
abandonados
veleiros à deriva, santos carcomidos
e mãos prostradas no Bonfim
(são imprecações, são queixas, queixumes,
azedumes, são encantos ou quebrantos)
agouros e prazeres.

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